A melhor cachaça do Espírito Santo, presente do amigo e vizinho Alexandre, trazida diretamente da cidade produtora, Castelo!
Armazenada em tonel de madeira tapinuã!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Cachaça do Trevo
Um produto de minha terra, Santa Bárbara MG.
2,4 litros de pura caninha do Trevo colocada num tonelzinho de puro carvalho, fabricado pela ANVA - Anísio e Valério, em São Gonçalo do Rio Abaixo.
2,4 litros de pura caninha do Trevo colocada num tonelzinho de puro carvalho, fabricado pela ANVA - Anísio e Valério, em São Gonçalo do Rio Abaixo.
domingo, 23 de outubro de 2011
Ansio Santiago - O mito
Uma homenagem ao Sr. Anísio Santiago, criador da cachaça mais famosa do mundo!
Fonte: Blog Histórias de Salinas - www.salinasmg.blogspot.com
Fonte: Blog Histórias de Salinas - www.salinasmg.blogspot.com
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
É justo, é muito justo, é justíssimo...
A marca Havana é devolvida para seu verdadeiro dono!!!
Comentário: Justiça feita mesmo, cá entre nós o quê que francês entende de cachaça? He he he
Justiça seja feita! Em ato histórico a justiça federal por meio do juiz da 8ª. Vara Federal em Belo Horizonte, Dr. Renato Martins Prates, proferiu sentença favorável, publicada no Diário Oficial da União, de 07/06/2011, restabelecendo direito de uso da marca Havana ao produtor de cachaça Indústria e Comércio de Aguardente Menago (Havana) Ltda. que pertence a família de Anísio Santiago (1912-2002). Trata-se de uma decisão histórica uma vez que a disputa judicial pela marca Havana tinha como oponente a empresa multinacional Havana Club Holding, produtor do rum Havana Club, que pertence ao grupo francês Pernot Ricad, um dos maiores produtores de bebidas do mundo. A família de Anísio Santiago já vinha comercializando a cachaça como o nome Havana desde 2005, por meio de liminar concedida pela justiça estadual expedida pelo juiz da Comarca de Salinas, Dr. Evando Cangussu Melo. Desde então a disputa pela marca Havana foi parar na justiça federal que culminou em setença favorável aos herdeiros de Anísio Santiago, embora ainda caiba recurso.
A cachaça Havana é pioneira em Salinas. Surgiu em 1946 com o produtor Anísio Santiago, primeiro produtor de cachaça de Salinas a formalizar a produção de cachaça com a marca Havana, constituindo-se, desde então, na mais famosa marca de cachaça artesanal brasileira em face de sua qualidade e notoriedade. Tornou-se produto lendário no mercado de bebidas no Brasil.
Osvaldo Santiago exalta eufórico a conquista do direito de reaver a marca Havana em caráter definitivo. O sucessor de Anísio Santiago diz que “A marca Havana é um patrimônio econômico e cultural da família que luta para manter a tradição do patriarca Anísio Santiago. Temos um pacto de família em manter inalterado o processo de produção e comercialização da cachaça produzida na fazenda Havana que vem desde a época do meu pai.”
Em face do imblóglio da marca Havana, desde 2001 a marca Havana também é comercializada sob a marca Anísio Santiago. Agora, a família de Anísio Santiago possui duas marcas dignas representantes da mais genuína bebida basileira: a cachaça.
O jornal Estado de Minas traz reportagem do jornalista Luiz Ribeiro contando a saga da família de Anísio Santiago para reaver a marca Havana em definitivo. Também o jornal O Tempo traz interessante reportagm da jornalista Helenice Laguardia abordando o assunto. Vale conferir.
Por Roberto Carlos Morais Santiago
Copiado do blog SALINASMG.BLOGSPOT.COM
de Roberto Carlos Morais Santiago (visite)
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Cachaça Cachoeira
Presente do companheiro Evandro, trazida diretamente da capital mundial da cachaça, Salinas, por sua irmã Daniela!
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Entrevista com Pedro Urano - Diretor do filme Estrada Real da Cachaça
Entrevista//Pedro Urano:
Você parece ter curtido muito fazer esse filme. Sempre gostou do tema?Gosto de cachaça, não há como negar. E o filme também é a materialização desse gosto, mas tampouco se resume a isso. Não se trata de simples apologia, algo de que a cachaça não precisa. O filme é uma viagem no espaço e no tempo, um percurso, um caminho– uma estrada. A cachaça foi o meio que encontrei para acessar o imaginário do brasileiro. Um documentário através da cachaça.
Há cinco anos, você fez um curta sobre a Estrada Real. Foi um estudo para o longa. Há quanto tempo trabalha nesse projeto?
Depois de algum tempo pesquisando em casa, surgiu a necessidade de ir a campo. Tinha feito poucos filmes como diretor e precisava me convencer de que havia filme e de que era capaz de realizá-lo, para então seduzir ao projeto produtores, equipe e etc. A ideia era conhecer lugares e situações, tirar algumas fotos, fazer uma pesquisa de imagens e sons. Pouco antes de viajarmos, comprei uma câmera de vídeo e resolvi levá-la comigo: serviria com um bloco de notas audiovisual. Quando voltamos pra casa, surpreendi-me com o material que havíamos rodado. Havia assistido há pouco ao Notas para uma Oréstia Africana, do Pasolini, um filme belíssimo que trabalha com essa ideia de ‘estudo preparatório’ para a realização de um outro filme, e resolvi montar um curta, que se chamou Estudo Etílico para Construção de uma Estrada Real. Não é uma versão menor do Estrada Real da Cachaça. Não há nenhuma imagem ou som comum aos dois filmes.

Você poderia contar a história da cachaça de várias formas. O que te levou à Estrada Real?
A história da Estrada Real surgiu de uma curiosidade muito grande sobre como Minas Gerais foi capaz de assumir a posição de destaque que inegavelmente possui hoje quando o assunto é cachaça. Afinal, Minas não é uma região com tradição no cultivo da cana-de-açúcar como são Rio, Bahia e Pernambuco, por exemplo. Então, por que Minas? A resposta a esse enigma surgiu quando encontrei um caminho calçado de pedras no interior do estado. Aquela ‘estrada largada no meio do mato’, como alguém diz no filme, parecia sugerir que essa proeminência mineira se devia em grande parte à cultura bandeirante (e mais tarde tropeira) que descobriu, fundou e desenvolveu as chamadas Minas Gerais. Os bandeirantes e tropeiros, saídos de Paraty ou do Vale do Paraíba paulista sabiam que no sertão só se entra acompanhando da cachaça. E o filme, assim, se tornou também a história desse caminho, principal eixo de interiorização e desenvolvimento do país desde então.
Buscar a presença da cachaça na cultura brasileira a partir do recorte geográfico Minas-RJ não seria reducionista? O mapa também passa pelo nordeste...
Você tem razão. O mapa da produção e consumo da cachaça também passa pelo nordeste. E pelo norte, centro-oeste, sul... Cachaça se produz e consome em todo o território brasileiro. Quando comecei, pensava em viajar o país inteiro, mas logo percebi que essa vontade colocava em risco a efetiva conclusão do projeto. O Brasil é um país continental, e acabei por realizar esse recorte geográfico que é um pouco até onde conseguíamos chegar de carro. Com a descoberta das estradas reais a coisa encontrou uma direção e acabou se materializando assim: um filme sudestino. O norte e o sul de Minas, o quadrilátero ferrífero, o Vale do Paraíba paulista e o sul fluminense reuniam uma diversidade incrível de paisagens e situações mas, estranhamente, possuíam algo em comum.
O filme viaja de Minas ao RJ, no que parece ser a contramão do surgimento da estrada. Qual foi a intenção?
É a contramão do surgimento das estradas e da ocupação do território, mas é o sentido do escoamento da produção mineral, das riquezas, desde o século 18 até hoje. Além disso, a cachaça foi o primeiro produto industrial brasileiro a desbancar seus concorrentes no mercado internacional, tornando-se símbolo de um país que ainda não existia. Não é por acaso que tenha sido muito utilizada quando da elaboração de uma certa ideia de Brasil (por vezes extremamente estereotipada)pensada para seduzir estrangeiros. A cachaça sempre esteve presente na construção de uma auto-imagem ‘tipo exportação’ do país. Vi sentido no caminho apontar para o outro, para o oriente, o desconhecido, o mar. A colônia era toda voltada pra Europa, afinal. Mais do que isso, no entanto, percorrer o caminho nesse sentido permitiu que o filme materializasse uma busca pelas origens da cachaça, do país, do brasileiro. “A coisa começou em Paraty, então é lá que vamos terminar!”, pensei.A fotografia (muitas paisagens e cores fortes) e as sequências de produção da cachaça, são plasticamente lindas. Fale sobre essa concepção, de como ela é útil ao filme.
Isso aí foi fruto da pesquisa de imagens de que falei há pouco. Desde o início, coloquei-me a questão de quais eram as imagens e sons do filme que sonhava construir. É uma questão que me acompanha. Estou sempre a fazê-la quando começo um projeto. Prefiro trabalhar com imagens e sons a trabalhar simplesmente com um texto. Essa é a diferença do que fiz para uma reportagem, seja ela boa ou ruim. Claro que há falas no filme, mas essas falas não esgotam seu interesse no conteúdo do que está sendo dito. O que quero dizer é que durante toda conversa ou entrevista, havia uma preocupação constante com o tom de voz, o ritmo, enfim, com a materialidade sensorial de cada fala. Um ótimo exemplo disso é a sequência que, durante a montagem, chamávamos de tropeiro-fantasma (o filme tem muitos fantasmas). Acontece lá pelo meio do filme, quando começamos a falar sobre a atividade mineradora na atualidade. Ouvimos um discurso pausado, um tom de voz baixo, algo clandestino, vez por outra pontuado por explosões típicas da prospecção de minérios. Essa foi uma entrevista que fizemos no alto de uma montanha, logo após o pôr-do-sol. A serenidade do lugar e daquela hora do dia condicionaram o estado de espírito do entrevistado e isso me pareceu um contraponto interessante ao que estava sendo dito. Ou seja: há o discurso verbal, mas não é ele sozinho que estrutura a narrativa. Não é um filme puramente racional, ele mobiliza mais de um sentido. É um filme sensual, sensorial, endereçado ao corpo do espectador como um todo. Trata-se também de comunicar a experiência da viagem, as mudanças na paisagem, nos ambientes acústicos. O filme, que tem como patrono Exú, senhor dos caminhos e amante da branquinha, é também um filme sobre o movimento.
Trechos da entrevista feita por André Dib, do Diário de Pernambuco
www.pernambuco.com
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Estrada Real da Cachaça - O filme
(retirado do site : www.omelete.com.br)
Por mais que a cachaça tenha se tornado um patrimônio nosso - alguns anos atrás os connoisseurs da bebida seriam tachados de pinguços - um documentário sobre ela ainda corre o risco de julgar quem bebe. Estrada Real da Cachaça tem o mérito de não incorrer nessa armadilha moral e, ao mesmo tempo, não ignora que a cachaça que exportamos caro é também a pinga matinal de muita gente.
Na verdade, o lado gourmet só aparece claramente no final, quando o filme termina seu percurso do interior ao litoral e chega a Paraty. Antes disso, o documentário faz todo o trajeto da antiga estrada dos tempos imperiais, que vai de Januária, no Norte das Minas Gerais, quase na Bahia, até o mar fluminense. A história da bebida se confunde com a formação e o desbravamento extrativista do Brasil.
A maneira encontrada pelo diretor Pedro Urano para impedir os julgamentos é aceitar o caráter sociocultural da pinga. A primeira garrafa que aparece no filme vai quase inteira na macumba preparada no meio do mato, e a viagem de sons sem sincronia e mudanças de cores que vigora até o final parece estar sob a influência desse primeiro despacho. Virão outras associações, inclusive cristã, no interessante paralelo da cobra mergulhada no jarro - símbolo embebido do pecado - com a cena do Cristo crucificado lavado com mé.
No geral há três relações com a bebida: a cachaça como facilitador da coletividade (festas de rua), como consolo (dos garimpeiros sem dinheiro) ou uma mistura dos dois (as lavadeiras que se consolam e se celebram na bebida).Estrada Real da Cachaça pode parecer um filme de câmera errática, aleatória, mas é bastante atencioso e sensível na hora de enquadrar todos os graus de labor envolvidos aqui, desde o corte da cana até as mãos das lavadeiras. É também um filme que não tem medo de se aproximar; em alguns close-ups quase dá pra sentir o bafo.
Tratar do assunto quase de um jeito fenomenológico - cada pessoa se relaciona com a realidade de uma forma diferente, e a existência do real está condicionada a essa percepção - ajuda a eliminar todos os pré-julgamentos relacionados à cachaça. Ela não só existe há séculos como seu sentido, na piração que o filme permite, é tão primordial quanto o sacro e o mundano, a vida e a morte.
Marcelo Hessel
Marcelo Hessel
sexta-feira, 20 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Yes, nós temos cachaça!
Achei muito interessante esse site, onde contam a história e estórias da cachaça para os gringos, e mais interessante ainda, os sinônimos achados lá!
http://www.brazil-help.com/cachaca.htm
Other Names for Cachaça ...
abre, abre-bondade, abre-coração, abrideira, abridora, aca, ácido, aço, acuicui, a-do-ó, água, água-benta, água-bórica, água-branca, água-bruta, água-de-briga, água-de-cana, água-de-setembro, água-lisa, água-pé, água-pra-tudo, água-que-gato-não-bebe, água-que-passarinho-não-bebe, aguardente, aguarrás, agundu, alicate, alpista, alpiste, amarelinha, amorosa, anacuíta, angico, aninha, apaga-tristeza, a-que-incha, aquela-que-matou-o-guarda, a-que-matou-o-guarda, aquiqui, arapari, ardosa, ardose, ariranha, arrebenta-peito, assina-ponto, assovio-de-cobra, azeite, azougue, azulada, azuladinha, azulina, azulzinha, bafo-de-tigre, baga, bagaceira, baronesa, bataclã, bicarbonato-de-soda, bicha, bichinha, bicho, bico, birinaite, birinata, birita, birrada, bitruca, boa, boa-pra-tudo, bom-pra-tudo, borbulhante, boresca, braba, branca, brande, branquinha, brasa, braseira, braseiro, brasileira, brasileirinha, brava, briba, cachorro-de-engenheiro, caeba, café-branco, caiana, caianarana, caianinha, calibrina, camarada, cambraia, cambrainha, camulaia, cana, cana-capim, cândida, canguara, canha, canicilina, caninha, caninha-verde, canjebrina, canjica, capote-de-pobre, cascabulho, cascarobil, cascavel, catinguenta, catrau, catrau-campeche, catuta, cauim, caúna, caxaramba, caxiri, caxirim, caxixi, cem-virtudes, chá-de-cana, chambirra, champanha-da-terra, chatô, chica, chica-boa, chora-menina, chorinho, choro, chuchu, cidrão, cipinhinha, cipó, cobertor-de-pobre, cobreia, cobreira, coco, concentrada, congonha, conguruti, corta-bainha, cotréia, crislotique, crua, cruaca, cumbe,
cumbeca, cumbica, cumulaia, cura-tudo, danada, danadinha, danadona, danguá, delas-frias, delegado-de-laranjeiras, dengosa, desmanchada, desmanchadeira, desmancha-samba, dindinha, doidinha, dona-branca, dormideira, ela, elixir, engenhoca, engasga-gato, espanta-moleque, espiridina, espridina, espírito, esquenta-aqui-dentro, esquenta-corpo, esquenta-dentro, esquenta-por-dentro, estricnina, extrato-hepático, faz-xodó, ferro, filha-de-senhor-de-engenho, filha-do-engenho, filha-do-senhor-do-engenho, fogo, fogosa, forra-peito, fragadô, friinha, fruta, garapa-doida, gás, gasolina, gaspa, gengibirra, girgolina, girumba, glostora, goró, gororoba, gororobinha, gramática, granzosa, gravanji, grogue (CAB), guampa, guarupada, homeopatia, iaiá-me-sacode, igarapé-mirim, imaculada, imbiriba, incha, insquento, isbelique, isca, já-começa, jamaica, januária, jeriba, jeribita, jinjibirra, juçara, junça, jura, jurubita, jurupinga, lágrima-de-virgem, lamparina, lanterneta, lapinga, laprinja, lebrea, lebréia, legume, levanta-velho, limpa, limpa-goela, limpa-olho, limpinha, linda, lindinha, linha-branca, lisa, lisinha, maçangana, maçaranduba, maciça, malafa, malafo, malavo, malunga, malvada, mamadeira, mamãe-de-aluana (ou aluanda ou aruana ou aruanda ou luana ou luanda), mamãe-sacode, manduraba, mandureba, mangaba, mangabinha, marafa, marafo, maria-branca, maria-meu-bem, maria-teimosa, mariquinhas, martelo, marumbis, marvada, marvadinha, mata-bicho, mata-paixão, mateus, melé, meleira, meropéia, meu-consolo, miana, mijo-de-cão, mindorra, minduba, mindubinha, miscorete, mistria, moça-branca, moça-loura, molhadura, monjopina, montuava, morrão, morretiana, muamba, mulata, mulatinha, muncadinho, mundureba, mungango, não-sei-quê, negrita, nó-cego, nordígena, número-um, óleo, óleo-de-cana, omim-fum-fum, oranganje, oroganje, orontanje, oti, otim, otim-fifum, otim-fim-fim, panete, parati, parda, parnaíba, patrícia, pau-de-urubu, pau-no-burro, pau-selado, pé-de-briga, péla-goela, pelecopá, penicilina, perigosa, petróleo, pevide, pílcia, pilóia, pilora, pindaíba, pindaíva, pindonga, pinga, pingada, pinga-mansa, pinguinha, piraçununga, piribita, pirita, pitianga, pitula, porco, porongo, preciosa, prego, presepe, pringoméia, pura, purinha, purona, quebra-goela, quebra-jejum, quebra-munheca, quindim, rama, remédio, restilo, retrós, rija, ripa, roxo-forte, salsaparrilha-de-brístol, samba, santa-branca, santamarense, santa-maria, santinha, santo-onofre-de-bodega, semente-de-arrenga, sete-virtudes, sinhaninha, sinhazinha, sipia, siúba, sorna, sumo-da-cana, sumo-de-cana-torta, suor-de-alambique, suor-de-cana-torta, supupara, suruca, tafiá,tanguara, teimosa, teimosinha, tempero, terebintina, tiguara, tindola, tíner, tinguaciba, tiguara, tiquara, tira-calor, tira-juízo, tira-teima, tira-vergonha, titara, tiúba, tome-juízo, três-martelos, três-tombos, uca, uma-aí, unganjo, upa, urina-de-santo, vela, veneno, venenosa, virge, virgem, xarope-de-grindélia, xarope-dos-bebos, xarope-galeno, ximbica, ximbira, xinabre, xinapre, zuninga ... and MANY MANY MANY MANY MANY more!
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terça-feira, 3 de maio de 2011
Verdades e mentiras sobre a cachaça!
Cachaça, pinga e aguardente são a mesma bebida?
Mentira. Pinga e cachaça são a mesma bebida. Pinga é a cachaça artesanal. Cachaça é o destilado do caldo da cana-de-açúcar, de 38% a 48% de teor alcoólico, e pode ser industrial. De 49% a 54% é aguardente.
Comentário: Umas “desce” macio, outras “desce” queimando!
Cachaça com mel faz bem no combate à gripe?
Meia verdade. A caipirinha era uma espécie de remédio caseiro usado no século XIX. Cachaça com mel pode aumentar o metabolismo e ajudar na cura da gripe.
Comentário: Nenhum vírus sobrevive mergulhado na cachaça, então, tá gripado, bebe pinga mesmo!
Mentira. A cachaça só pode ser produzida da garapa da cana-de-açúcar. O resto é aguardente, que pode ser feita de qualquer fruta.
Comentário: Cachaça é cana!
A cachaça teve origem em Minas Gerais?
Mentira. A cachaça foi criada no século XVI, em 1534, em São Vicente, no estado de São Paulo.
Comentário: Ehhh, mas as melhores são daqui!
A cachaça de boa qualidade deve ser bebida em pequenos goles?
Verdade. Deve ser bebida homeopaticamente, em pequenos goles. Ela deve descansar no ‘chão da boca’ para que todos os gases voláteis sejam sentidos pelo paladar.
Comentário: Depende da pressa de sair do “risca faca” ou do horário de chegar em casa!
Uma dose de cachaça abre o apetite?
Verdade. O álcool e o gosto da cana, normalmente, abrem o apetite. É o contrário de quem gosta de beber cerveja: perde o apetite.
Comentário: Uma dose de cachaça abre o apetite para outra dose.
Existem cachaças que são boas demais para fazer caipirinha?
Comentário: Prefiro cachaça pura!
A cachaça nasceu dentro de uma senzala?
Mentira. A bebida foi criada nos engenhos de açúcar São Jorge, Santa Maria e São João dos Erasmos, em São Vicente (SP), em 1534.
Comentário: Mas garanto que garantia um pouco de alegria nas noites das senzalas!
A cachaça combina com tira-gosto?
Verdade. A cachaça harmoniza com salaminho, carnes bem fritas, assadas e frutos do mar. Cachaça não combina com massas, pães e biscoitos, por exemplo.
Comentário: “Tira gosto” é pra bebiba que deixe a boca com gosto ruim, pra que tirar o gosto de uma boa cachaça?!!
A cachaça deve ser bebida em copo de vidro?
Verdade. Porque o vidro é um recipiente mais limpo, que não deixa resíduo. De preferência, beba a cachaça em copos mínimos, transparentes, para que a bebida seja apreciada antes da degustação.
Comentário: He he he , se não tiver copo de “vrido” eu num bebo!!!
Fonte:
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2010/09/g1-lista-mitos-sobre-cachaca-veja-verdades-e-mentiras.html
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
"Um gole pro santo"
O PORQUÊ DO "GOLE PRO SANTO"!
O jornalista Edson Borges, autor de uma vasta pesquisa sobre a relação entre a cachaça e as religiões, explicou em matéria ao portal Terra que o gesto de jogar um pouco da bebida no chão, antes de beber, nasceu num ritual chamado Libação, criado por gregos e romanos, e consistia em uma oferenda aos deuses para que eles provessem os lares de felicidade, harmonia e fartura.
Com essa imposição de consumo da cachaça pelos negros, os portugueses também impuseram São Benedito, filho de um escravo, como padroeiro da aguardente, fazendo nascer daí uma relação bem mais ampla dos negros com o santo siciliano, a ponto de surgirem irmandades na Bahia, explica o jornalista e pesquisador.
Além da ligação com a religião católica, a aguardente também passou a ser usada em oferendas nas religiões de matrizes africanas, principalmente no candomblé. A finalidade era semelhante à da Libação: pedir proteção aos Orixás.
(copiado do site www.cachacadorei.com.br)
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI1866826-EI8402,00.html
O jornalista Edson Borges, autor de uma vasta pesquisa sobre a relação entre a cachaça e as religiões, explicou em matéria ao portal Terra que o gesto de jogar um pouco da bebida no chão, antes de beber, nasceu num ritual chamado Libação, criado por gregos e romanos, e consistia em uma oferenda aos deuses para que eles provessem os lares de felicidade, harmonia e fartura.
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| No fim da página homenagem ao nosso padroeiro |
No Brasil, a tradição passou a ser adotada graças à influência dos colonizadores portugueses. No século XVII, eles chegaram ao Recôncavo Baiano, juntamente com os jesuítas, que acabaram por dominar o cultivo da cana-de-açúcar. Além de produzir o açúcar, inventaram a aguardente.
A bebida teve o consumo imposto aos escravos, para combater o frio nos canaviais, durante o inverno, e até como estimulante para os negros considerados pouco produtivos, ou ainda quando adoeciam.Com essa imposição de consumo da cachaça pelos negros, os portugueses também impuseram São Benedito, filho de um escravo, como padroeiro da aguardente, fazendo nascer daí uma relação bem mais ampla dos negros com o santo siciliano, a ponto de surgirem irmandades na Bahia, explica o jornalista e pesquisador.
Além da ligação com a religião católica, a aguardente também passou a ser usada em oferendas nas religiões de matrizes africanas, principalmente no candomblé. A finalidade era semelhante à da Libação: pedir proteção aos Orixás.
(copiado do site www.cachacadorei.com.br)
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/vocesabia/interna/0,,OI1866826-EI8402,00.html
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Cachaça da Fazenda da Ponte
Cachaça especial, do "fundo do porão" da Fazenda da Ponte, em Itambé do Mato Dentro, presente da Marli!
Cachaça do Tobias
Agora que o Tobias de São Gonçalo do Rio Abaixo,não fabrica mais, esta é raridade!
Presente do Xexéu!
Presente do Xexéu!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Cachaça do Cabinho
Cachaça fabricada pelo Élio Silva, o Cabinho, de São Gonçalo do Rio Abaixo, MG. Presente do produtor.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Cachaça Caminho Velho
Cachaça Caminho Velho, adquirida no Mercado Central em Belo Horizonte, produzida em Ribeirão das Neves.
HAVANA - ANISIO SANTIAGO
Havana - Anisio Santiago
A cachaça que vale mais que dinheiro
A Anísio Santiago, que já se chamou Havana, é a cachaça mais cara do País. Uma garrafa de 600 ml chega a custar perto de R$ 200. Em Salinas, norte de Minas, onde é feita, circula como moeda. O fabricante até paga os empregados com garrafas da bebida. Produção limitada, com qualidade, a tornaram rara .
São garrafas da cachaça tida como uma das melhores do País, e sem dúvida a mais cara.
Os empregados que a produzem recebem duas garrafas por semana como salário, cada uma valendo R$ 45. Eles as vendem para o comércio local (que as espera avidamente) por em torno de R$ 70. O salário que seria de R$ 360, transforma-se em R$ 560.
Anísio Santiago, morto em dezembro do ano passado, começou a fabricar sua cachaça em 1943. Deu-lhe o nome de Havana e com ela conquistou fama em todo o País (e ganhou todos os concursos de qualidade de que participou). Há três anos, Anísio soube que não poderia mais usar a marca Havana. Ele nunca se preocupara em registrá-la e uma empresa estrangeira o havia feito, como nome de rum.
Em toda sua vida (morreu com 91 anos), Anísio nunca tivera qualquer pendência na Justiça. A cassação da marca Havana o indignou. Ele retirou os rótulos de todas as garrafas do estoque, que seriam substituídos por outros, com seu próprio nome. Não sobrou uma Havana. As que já estavam no comércio viraram raridade.
A Feira da Cachaça, uma distribuidora com sede em Salinas, que vende pela internet, tem algumas garrafas de Havana à venda. Preço: R$ 250. Também dispõe da Anísio Santiago (que é a mesmíssima aguardente, só muda o rótulo) por R$ 140. "As Havanas conseguimos com colecionadores", diz Melissando Norgueira, da Feira. As Anísio vêm em conta-gotas. "Só nos vendem duas garrafas por semana." Muitos moradores de Salinas guardam garrafas com a marca Havana. Alguns, na expectativa de uma ocasião especial para abri-las.
Outros, à espera de valorização e do interesse de colecionadores.
Anísio começou a vida como tropeiro, depois entrou de sócio em um caminhão e acabou ficando dono. Com ele, levava produtos de Salinas, toucinho, aguardente, para vender na região - o pobre Vale do Jequitinhonha, no sertão mineiro. Acabou comprando a fazenda que batizou de Havana, e onde começou a fabricar sua cachaça.
"Meu pai morreu pobre", diz Oswaldo Santiago, 58 anos, um dos seis filhos de Anísio e o que hoje comanda os negócios. "Ele não tinha ambição, não queria ganhar dinheiro. Seu desejo era alcançar o status de melhor produtor de cachaça do País, o que conseguiu."
Oswaldo diz que seu pai não usava dinheiro. "Quase tudo o que ele comprava, pagava com cachaça. Ela era a própria moeda, o povo não queria dinheiro."
Hoje, ainda é assim. Uma garrafa da bebida é bem recebida como pagamento.
Anísio nunca se preocupou com coisas do mercado, expandir a produção, alavancar lucros. Até o fim da década de 50 vendia a cachaça a granel, em barris, levada por negociantes para Salinas e cidades vizinhas. A partir daí passou a engarrafar o produto.
'Cachaça é que nem fumo. Só presta velha'
Um dos netos de Anísio, o economista Roberto Carlos Morais Santiago, diz sobre aquele período, em um artigo: "Como a demanda estava aumentando cada vez mais, Anísio Santiago percebeu que tinha que tomar uma decisão de mercado: ou aumentava a produção, o que poderia comprometer o padrão de qualidade adquirido, ou mantinha o nível da produção".
Optou por manter o padrão. A produção, diz Oswaldo Santiago, o filho, não chega a 10 mil litros por safra. O que resulta em 12 mil a 15 mil garrafas por ano. Oswaldo não pretende mudar o estilo herdado do pai. "Onde há oferta o preço cai. Tem que segurar, para haver procura em vez de oferta."
A Anísio Santiago, com a alma da Havana, poderia ser descrita como mitológica, tal sua fama. Qual o segredo de uma qualidade tão especial? Em uma entrevista ao jornal Diário de Montes Claros, em março de 1980, Anísio deu algumas pistas.
"Tem gente que foi alambiqueiro meu e não entende como a minha cachaça fica boa e a dele, feita igual, não presta. É que o cidadão se aperta de dinheiro e vende antes da hora. Cachaça é que nem fumo: só presta velha. Antes de um ano e meio não pode vender nem para os filhos."
Oswaldo Santiago diz que a cachaça envelhece oito anos em tonéis de bálsamo, uma madeira antes abundante na região de Salinas - mas que hoje, devido à devastação, vem de Rondônia. Depois do envelhecimento, a cachaça é passada para garrafas de 600 ml.
A cana empregada é a Java, a pioneira da época da Colonização. Roberto Carlos, o neto, filho de Oswaldo, acrescenta outros fatores que garantem a qualidade: solo calcário arenoso, clima semi-árido, altitude média de 700 metros, emprego de fermento orgânico natural "e a obsessiva higiene dos alambiques".
Reportagem copiada do Jornal da Tarde de 27/07/2003
A cachaça que vale mais que dinheiro
A Anísio Santiago, que já se chamou Havana, é a cachaça mais cara do País. Uma garrafa de 600 ml chega a custar perto de R$ 200. Em Salinas, norte de Minas, onde é feita, circula como moeda. O fabricante até paga os empregados com garrafas da bebida. Produção limitada, com qualidade, a tornaram rara .
A moeda forte em circulação em Salinas, uma pequena cidade do norte de Minas Gerais, já se chamou Havana e agora chama-se Anísio Santiago.
Os empregados que a produzem recebem duas garrafas por semana como salário, cada uma valendo R$ 45. Eles as vendem para o comércio local (que as espera avidamente) por em torno de R$ 70. O salário que seria de R$ 360, transforma-se em R$ 560. Algumas das garrafas que circulam por Salinas vão parar no estoque de Paulo Roberto Mendes, dono de uma distribuidora especializada em cachaça, de Três Corações, Minas. "Tenho alguns canais, por isso consigo atender pedidos de clientes", diz. Paulo vende cada garrafa por R$ 175.
No balcão da Unha de Gato, uma badalada cachaçaria da Vila Madalena, em São Paulo, a dose custa R$ 18. Praticamente o dobro dos R$ 9 a R$ 10 que se paga, em bons bares da cidade, por dose de um scotch como o Johnnie Walker Red Label. O que há em comum entre as duas bebidas é que ambas envelhecem por oito anos.
Anísio Santiago, morto em dezembro do ano passado, começou a fabricar sua cachaça em 1943. Deu-lhe o nome de Havana e com ela conquistou fama em todo o País (e ganhou todos os concursos de qualidade de que participou). Há três anos, Anísio soube que não poderia mais usar a marca Havana. Ele nunca se preocupara em registrá-la e uma empresa estrangeira o havia feito, como nome de rum.
Em toda sua vida (morreu com 91 anos), Anísio nunca tivera qualquer pendência na Justiça. A cassação da marca Havana o indignou. Ele retirou os rótulos de todas as garrafas do estoque, que seriam substituídos por outros, com seu próprio nome. Não sobrou uma Havana. As que já estavam no comércio viraram raridade.
A Feira da Cachaça, uma distribuidora com sede em Salinas, que vende pela internet, tem algumas garrafas de Havana à venda. Preço: R$ 250. Também dispõe da Anísio Santiago (que é a mesmíssima aguardente, só muda o rótulo) por R$ 140. "As Havanas conseguimos com colecionadores", diz Melissando Norgueira, da Feira. As Anísio vêm em conta-gotas. "Só nos vendem duas garrafas por semana." Muitos moradores de Salinas guardam garrafas com a marca Havana. Alguns, na expectativa de uma ocasião especial para abri-las.
Outros, à espera de valorização e do interesse de colecionadores.
Anísio começou a vida como tropeiro, depois entrou de sócio em um caminhão e acabou ficando dono. Com ele, levava produtos de Salinas, toucinho, aguardente, para vender na região - o pobre Vale do Jequitinhonha, no sertão mineiro. Acabou comprando a fazenda que batizou de Havana, e onde começou a fabricar sua cachaça.
"Meu pai morreu pobre", diz Oswaldo Santiago, 58 anos, um dos seis filhos de Anísio e o que hoje comanda os negócios. "Ele não tinha ambição, não queria ganhar dinheiro. Seu desejo era alcançar o status de melhor produtor de cachaça do País, o que conseguiu."
Oswaldo diz que seu pai não usava dinheiro. "Quase tudo o que ele comprava, pagava com cachaça. Ela era a própria moeda, o povo não queria dinheiro."
Hoje, ainda é assim. Uma garrafa da bebida é bem recebida como pagamento.
Anísio nunca se preocupou com coisas do mercado, expandir a produção, alavancar lucros. Até o fim da década de 50 vendia a cachaça a granel, em barris, levada por negociantes para Salinas e cidades vizinhas. A partir daí passou a engarrafar o produto.
'Cachaça é que nem fumo. Só presta velha'
Um dos netos de Anísio, o economista Roberto Carlos Morais Santiago, diz sobre aquele período, em um artigo: "Como a demanda estava aumentando cada vez mais, Anísio Santiago percebeu que tinha que tomar uma decisão de mercado: ou aumentava a produção, o que poderia comprometer o padrão de qualidade adquirido, ou mantinha o nível da produção".
Optou por manter o padrão. A produção, diz Oswaldo Santiago, o filho, não chega a 10 mil litros por safra. O que resulta em 12 mil a 15 mil garrafas por ano. Oswaldo não pretende mudar o estilo herdado do pai. "Onde há oferta o preço cai. Tem que segurar, para haver procura em vez de oferta."
A Anísio Santiago, com a alma da Havana, poderia ser descrita como mitológica, tal sua fama. Qual o segredo de uma qualidade tão especial? Em uma entrevista ao jornal Diário de Montes Claros, em março de 1980, Anísio deu algumas pistas.
"Tem gente que foi alambiqueiro meu e não entende como a minha cachaça fica boa e a dele, feita igual, não presta. É que o cidadão se aperta de dinheiro e vende antes da hora. Cachaça é que nem fumo: só presta velha. Antes de um ano e meio não pode vender nem para os filhos."
Oswaldo Santiago diz que a cachaça envelhece oito anos em tonéis de bálsamo, uma madeira antes abundante na região de Salinas - mas que hoje, devido à devastação, vem de Rondônia. Depois do envelhecimento, a cachaça é passada para garrafas de 600 ml.
A cana empregada é a Java, a pioneira da época da Colonização. Roberto Carlos, o neto, filho de Oswaldo, acrescenta outros fatores que garantem a qualidade: solo calcário arenoso, clima semi-árido, altitude média de 700 metros, emprego de fermento orgânico natural "e a obsessiva higiene dos alambiques".
Reportagem copiada do Jornal da Tarde de 27/07/2003
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